Somos como pássaros sem asas, e ainda assim acreditamos em liberdade.
O tempo avança, e eu fico cada dia mais velha, cada dia mais amarga no meu poço de ressentimentos.
A corda bamba entre desistir ou insistir, de certo já avancei muito mais do que previa.
Mas algumas coisas nunca mudam, irão ficar sempre sub-entendidas em meio a tantas coisas.
E a certeza dentro de mim de que nunca entenderei a complexidade humana, nunca esquecerei a minha longa estrada e ao menos alguém neste mundo, conseguirá compreender essa minha frustração.
Eu mudo constantemente, até mesmo para mim é notável a evolução, em reflexão, em minhas escritas. Mas ainda assim certas coisas nunca mudam, minha melancolia, minha amargura...
Será tão difícil assim ser feliz apenas seguindo a trilha dos sonhos?
Pergunto-me, até onde consigo seguir? Sucesso nos quesitos da sociedade me farão realmente feliz? A felicidade existe para pássaros sem asas em gaiolas de ouro?