10 de setembro de 2023

1

Realmente não sei mais o que fazer

Mãe de um bebê de um aninho.
Sem emprego.
Sem estudo.
Realmente eu não sei o que fazer. Provavelmente iremos viver na rua, e não tenho mais ninguém que eu possa contar para saber o que fazer pra ter alimento e pagar contas pra permanecer num quadrado. 
Posso não gostar da minha sogra, mas sei que ela foi a única que não me virou as costas para colaborar a criar meu filho desde que pari.  
Eu não deveria estar reclamando, deveria apenas agradecer, mas vim de uma realidade oposta, jamais fiquei sem me cuidar e higienizar, sem pessoas preocupadas comigo e meu bem estar. De me preocupar com a hidratação do meu cabelo e roupas bonitas, cheirosa, passeios. E então me encontro com alguém que me apresentou os animais e trata os cachorros como seres humanos, como superior na verdade né rsrs ser humano não é nada mil maravilhas, mas acredito que eu não merecia viver desse jeito, como um animal prestes a morrer aos 28 anos. 
Já deixando de ter fé, me jogando a possibilidade de virar mendiga junto ao meu filho. Eu realmente não sei se o pai do meu bebê está a me castigar ou se a economia do Brasil está falindo. Não sei o que faço para cuidar melhor dele. Não sei mais me ver sem ser um animal moribundo. Aguardando a morte todos os dias, com pena do meu neném, pela situação que nos encontramos e as pessoas ao nosso redor. 
Isso foi um desabafo de uma mãe de primeira viagem, sem apoio familiar. 

9 de setembro de 2023

0

Restart voltou ! Sdds





























































































 Que saudade da Fanny. 

Esse apelido criei pra mim na época do ensino médio. Minha família me chama de teté e eu não queria amigos de escola me chamando assim, então logo criei meu Orkut como Fanny, que era abreviação do meu nome stephany. 

Até meus 25 anos eu fui a Fanny. 

Tinha cabelos alisado, me sentia uma capa de revista rsrsrs mas não dava bola pra minha família, sai de casa aos 19 anos, morei em outro estado, passei a viver uma realidade de classe média, era natural higiene, conforto, ouvidos, elogios, lazer. Era algo natural e humano. 

Até conhecer o Rafael, num dos meus trabalhos para bancar a faculdade, afinal essa vida de classe média era a realidade de uma outra pessoa e descobri que por acaso eu era um gato da casa grande rsrsrs amava ser, mas a maldade começou a rondar, não havia mais condições de ser gato sem dono. Então eu mesma busquei o vôo. Por educação e bom senso. Nunca me esqueço do meu amado ex galgando seus estudos, enquanto eu aplaudia, fotografava, esperava ao lado de fora de suas reuniões por não fazer parte daquele mundo, como um gatinho acompanhante ou cão, a falta desses animais na minha vida afeto demais meu discernimento de realidade. Enfim, depois que pude buscar meus estudos acreditava que iria continuar a vida, mas estava enganada, os planos de Deus pra mim foi a morte da Fanny e tudo que ela havia conquistado, até mesmo sua memória se foi. 

Sei que a Fanny era muito curiosa, buscou viver tudo que podia, até encontrar o Rafael e com ele reencontrar a stephany, aquela com família distante, cheia de problemas, muito pobre de tudo, com fome, medo, solidão. 

Ela até foi feliz, fumou, dançou, viu a praia, entrou no mar, ouviu histórias que jamais havia imaginado. Um mundo novinho, um amor perfeito. Só que perfeição não existe queridona. 

Geminiano, livre, filho de pescador.

 Tivemos um filho feito numa Kombi, mas as consequências de ser pai e mãe vão rolar pela nossa eternidade. Agora com a vida de stephany, minha mãe não se reconhece ser avó, meu pai ontem mesmo estava apertando o pescoço do meu irmão mais novo em uma briga de porrada, minha irmã mais nova cheirando Pó, usando drogas a rodo, minha avó sendo Dona e não sabendo dividir seus bens até a geração de biza avó. E então stephany após 10 anos de vida como Fanny descobre porque não foi stephany e lamenta, todo santo dia, de morrer e continuar viva. 

Rafael sempre foi carinhoso, sempre com positividade, sempre com sua maconha, mas que dentro do meu coração sempre soou alerta e perigo. Fanny aventureira e destemida já havia conseguido glória na vida, não existia queda, rsrsrs que engano. 

A vida é sobrevivência. 

Devemos comer, cagar a comida e dormir.

Junto aos cachorros e gatos.

Higiene é coisa chique. 

Ter um teto e panos é coisa chique. 

Poder comer é um privilégio. 

O resto, todo o resto além disso, é luxo. 

Bem vinda stephany a vida real. 

Cuide bem do seu filho. 

Não nascemos para ser feliz.

Nascemos para sobreviver.

E só. 

Fanny morreu. Meus pêsames. Quem sabe toda aquela realidade e pessoas classe média alienada nem exista de fato. Eles não gostam da stephany, preta, empregada. 

Que volta o mundo dá. 






Tecnologia do Blogger.